CMD - Coral Maria Dolores
CANTANTES
Gente que canta
segunda-feira, 25 de outubro de 2010
domingo, 26 de setembro de 2010
Música Espírita e Gospel - Silvio Sodré
O compositor, guitarrista e cantor Silvio Sodré nasceu em um ambiente familiar musical. Desde criança, participando de pequenas serestas em sua casa, onde seu pai tocava violão e sua mãe cantava, Silvio desenvolveu cedo seu interesse pela música.
Aos 14 anos, aprendeu a tocar guitarra com seu irmão Sérgio Pacheco e menos de um ano depois ganhou seu primeiro prêmio como melhor instrumentista do Festival de Música do Colégio Metropolitano no Rio de Janeiro. Participou ainda de vários outros festivais de músicas e de bandas e em quase todos obteve uma das três primeiras colocações.
Silvio montou sua primeira banda (um cover dos Beatles) em 1984, época em que havia pouquíssimos conjuntos musicais em atividade. Aos 15 anos, surgiram as primeiras composições em parceria com o irmão Sérgio; tais canções eram registradas em gravações caseiras das quais também participava seu outro irmão Sidney. Em 1986, buscou o virtuosismo na guitarra ao criar uma das primeiras bandas cover do grupo canadense Rush.
De 1987 a 1992, como integrante do grupo de instrumentistas da Universidade Gama Filho, Silvio amadureceu seu gosto musical e tornou-se eclético. Aprendeu a tocar diversos estilos musicais e isso se refletiu nas composições e nos arranjos que criava. Foi convidado a participar de vários trabalhos como guitarrista e arranjador (principalmente de harmonia vocal). Chegou a trabalhar ao mesmo tempo em seis projetos distintos: Ricardo Machado (seresta), Média 44 (Jovem Guarda), Grupo Gaúcho (tradicionalista), Nova Estação (MPB), Banda Cristal (rock/pop), além do grupo da UGF. Nessa época, formou-se na escola de música Musiarte em Copacabana.
A partir de 1993, começou se dedicar exclusivamente à Banda Oribhé, um grupo de axé music do Rio de Janeiro, bem no auge do sucesso desse estilo. Apresentou-se em diversas casas de espetáculos, programas de TV, teatros, boates, clubes, hotéis, etc. Com o esgotamento do samba reggae, os shows foram rareando e, em 1998, deixou o grupo.
No início de 2002, Silvio Sodré começou a gravar um CD com algumas das mais de 40 músicas suas feitas em parceria com seu irmão Sérgio Pacheco. Na segunda metade de 2002, o projeto sofreu uma paralisação, pois Silvio mudou-se do Rio de Janeiro para a pequena e bucólica cidade de Lambari - MG, onde montou uma banda de rock/pop chamada Zona X. Em meados de 2003, Silvio retomou e finalizou o projeto, que contou com novas composições e com a participação de músicos da cidade mineira. O primeiro CD chama-se \"Expressões Digitais\", nome da dupla que fazia com Sérgio em 1985.
Atualmente, Silvio mora em Brasília (assim como seu irmão Sérgio) e recentemente lançou dois CDs: um de MPB, de nome \"Andarilho\", em novembro de 2009 e o seu primeiro CD espírita, chamado \"Esperança\", em janeiro de 2010. No momento, Silvio está divulgando seu trabalho espírita sob a forma de apresentações artísticas e palestras musicadas.
sábado, 4 de setembro de 2010
Epitáfio
Devia ter amado mais, ter chorado mais
Ter visto o sol nascer
Devia ter arriscado mais e até errado mais
Ter feito o que eu queria fazer...
Queria ter aceitado as pessoas como elas são
Cada um sabe alegria e a dor que traz no coração...
O acaso vai me proteger enquanto eu andar distraído
O acaso vai me proteger enquanto eu andar...
Devia ter complicado menos, trabalhado menos
Ter visto o sol se pôr
Devia ter me importado menos com problemas pequenos
Ter morrido de amor...
Queria ter aceitado a vida como ela é
A cada um cabe alegrias e a tristeza que vier...
O acaso vai me proteger enquanto eu andar distraído
O acaso vai me proteger enquanto eu andar...(2x)
Devia ter complicado menos, trabalhado menos
Ter visto o sol se pôr...
"Epitáfio" é aquela inscrição que muita gente manda grafar nas lápides dos túmulos nos cemitérios. No comum, nós estamos sempre arrependidos no final da vida, querendo "recomeçar", querendo passar a borracha nos errados da vida e recomeçar lá do princípio... com toda a experiência já acumulada na existência toda.
O problema é que, até o momento livre da escolha havia a ignorância por não termos ainda aquela experiência e, depois dela, há a responsabilidade por termos escolhido. Antes, tem a ignorância que precisamos superar; na hora tem a liberdade para escolher mas, irrecorrivelmente, depois, tem a responsabilidade.
Não é por outra razão que a sabedoria pediu emprestada a mão do Chico Xavier para escrever: - "Ninguém pode voltar no tempo para começar de novo. Mas pode recomeçar e escrever um novo fim".
Se é assim, cantantes di mi cuore, vamo nessa!

Thyago Gadelha
Publicado em 03/09/2010 12h00
Uma das obras mais importantes do Espiritismo, Nosso Lar, vai chegar as cinemas nesta sexta-feira (3) e o grande elenco se reuniu com a imprensa para conversar sobre o filme. Othon Bastos, Paulo Goulart, Ana Rosa eRenato Prieto falaram ao Virgula sobre seus personagens e a relação com a doutrina.
Psicografado pelo médium Chico Xavier, o livro que serviu de base para o filme mostra os primeiros anos do médico André Luiz após sua morte, numa "colônia espiritual", espécie de cidade onde se reúnem espíritos para aprender e trabalhar entre uma encarnação e outra. O romance levanta questões acerca do sentido do trabalho justo e dignificante e da Lei de Causa e Efeito a que todos os espíritos, segundo o Espiritismo, estariam submetidos.
Lançado como parte das homenagens ao centenário do medium (as outras foram Chico Xavier, O Filme, a novelaEscrito nas Estrelas e a minissérie A Cura). Nosso Lar ganhou uma superprodução para a telona. Para os efeitos especiais foi escalado Lev Kolobov (Fúria de Titãs,Watchmen - O Filme e Babel), para fotografia Ueli Steiger (10.000 A.C., O Dia Depois de Amanhã) e a trilha sonora ficou ao cargo do mestre Phillip Glass (As Horase Invasões Bárbaras).
Completam o elenco ainda Fernando Alves Pinto,Rosanne Mulholland, Inez Viana, Rodrigo dos Santose Werner Schünemann, que trabalha atualmente na novela Passione, da Rede Globo.
(Transcrito do:http://virgula.uol.com.br/
quarta-feira, 28 de julho de 2010
A MÚSICA NO ESPAÇO
“Como conclusão ao que expus a respeito da arte musical no espaço, vou tentar fazê-los compreender as sensações harmônicas experimentadas pelo espírito nas esferas onde vivemos. Em nossa última conversa falamos das correntes provocadas por seres angélicos. Resta-nos falar dos “trens de ondas” (expressão retirada do cérebro do médium, que possui algum conhecimento sobre telegrafia sem fio). Tomaremos, portanto, como termo de comparação, esse telégrafo sem fio que lhes dá uma primeira idéia desses trens de ondas harmônicas dos quais lhes falarei.
“Recentemente vocês me interrogavam a respeito da música das esferas. Eis sua explicação: forças dirigidas por vontades superiores produzem uma corrente fluídica cuja potência vibratória é considerável mas uniforme. Essas ondas vão percorrer um espaço imenso e impressionarão espíritos menos evoluídos do que aqueles que podem abordar as esferas musicais das quais lhes falamos; esses espíritos, menos evoluídos, possuem ao menos por seu perispírito a faculdade de sentir certas ondulações. Tocando esses seres, que são em grande número, as ondas, segundo sua velocidade, produzem uma vibração que se traduz sobre todos os espíritos por uma repentina iluminação. Qualquer espírito que encontre essa corrente no espaço sentirá seu perispírito colorir-se de tonalidade mais viva segundo a intensidade da corrente emitida, e através dela, sentirá uma satisfação adequada à coloração.
Como em geral esses trens ou correntes de ondas são provocados por sentimentos que emanam de seres quase angélicos ou divinos, vocês podem conceber que se pode compará-los a banhos de azul celeste apagando, tanto quanto possível, as paixões, que são ainda um resquício de matéria. Se a vontade do espírito que os percebe é suficiente, ele pode com eles se beneficiar amplamente, pois essas ondas constituem uma espécie de transmissão que pode auxiliar em sua elevação, uma vez que elas emanam das regiões divinas.
“Essas correntes giram com freqüência em torno dos mundos e purificam sua atmosfera. Quando partem de um ponto diferente, essas correntes se revestem de cores distintas que podem se confundir e determinar uma dupla sensação. Assim se explica o que lhes disseram certos espíritos, que falam que no espaço “ouvem-se liras vibrando”.
“Em geral a tonalidade permanece a mesma, sendo a palavra tonalidade tomada no sentido de cor. Para nós a cor exprime as sensações colhidas pelo pensamento. Porém muitos seres permanecem insensíveis a essas correntes devido a sua pouca evolução. Alguns há que preferem as sensações produzidas por antigas paixões carnais, e as procuram; outros, impressionados por essas correntes, pedem através da prece para penetrar em esferas onde o êxtase é mais habitual.
“Vocês sabem que no espaço os planos são diversos, porém Deus permitiu que todos os seres tivessem consciência de seus bons atos. Os prazeres experimentados não se comparam aos que vocês poderiam experimentar olhando um belo quadro ou ouvindo um trecho de música: as sensações são muito mais completas e não são absolutamente mecânicas como as de vocês. A música terrestre é resultante de choques mais ou menos violentos sobre um metal, ou da passagem de ar numa substância sonora, enquanto que a música do espaço traduz-se através de sensações cuja gama sobrepõe-se de graus coloridos! Cada cor, cada feixe colorido, tocando o perispírito, transmite-lhe impressões mais elevadas, ou menos, e puras segundo a natureza elevada do espírito que as recebe e segundo a intensidade das ondas fluídicas.
“A música terrestre não é, portanto, comparável à música do espaço. A primeira dá uma satisfação da qual sua sensibilidade nervosa tira proveito; a segunda, que é de essência divina, dá alegrias morais, sensações de bem-estar, êxtases tão profundos quanto mais puro seja o próprio receptáculo, isto é, o ser privado de envoltório carnal.”
Massenet
Comentário final
O estudo do espiritismo em suas relações com a arte encerra os mais amplos problemas do pensamento e da vida. Ele nos mostra a ascensão do ser na escala das existências e dos mundos em direção a uma concepção sempre mais ampla e mais precisa das regras de harmonia e de beleza, de acordo com as quais todas as coisas são estabelecidas no universo.
Nessa magnífica ascensão, a inteligência cresce pouco a pouco; os germes do bem e do belo nela depositados desenvolvem-se, ao mesmo tempo em que se amplia sua compreensão da lei da eterna beleza.
A alma chega a executar sua melodia pessoal sobre as mil oitavas do imenso teclado do universo; ela é invadida pela harmonia sublime que sintetiza a ação de viver e a interpreta de acordo com seu próprio talento, prova cada vez mais as felicidades que a posse do belo e do verdadeiro proporciona, felicidades que os verdadeiros artistas podem entrever desde este mundo. Assim, o caminho da vida celeste é aberto a todos, e todos podem percorrê-lo através de seus esforços e de seus méritos, chegando à posse desses bens imperecíveis que a bondade de Deus nos reserva.
A lei soberana, o objetivo supremo do universo é, portanto, o belo.
Todos os problemas do ser e do destino resumem-se em poucas palavras.
Cada vida deve ser a construção, a realização do belo, o cumprimento da lei.
O ser que chega a uma concepção elevada dessa lei, e de suas aplicações, deve auxiliar todos aqueles que, abaixo dele, transpõem a grandiosa escala das ascensões.
Por seu lado, os seres inferiores devem trabalhar a fim de assegurar a vida material e em seguida tornar possível a liberdade de espírito necessária aos pensadores e aos pesquisadores. Assim afirma-se a imensa solidariedade dos seres, unidos em uma ação comum.
Toda ascensão da vida à perfeição eterna, todo esplendor das leis universais, resumem-se em três palavras: Beleza, sabedoria e Amor!
(do capítulo 6 do livro O espiritismo na arte)