Devia ter amado mais, ter chorado mais
Ter visto o sol nascer
Devia ter arriscado mais e até errado mais
Ter feito o que eu queria fazer...
Queria ter aceitado as pessoas como elas são
Cada um sabe alegria e a dor que traz no coração...
O acaso vai me proteger enquanto eu andar distraído
O acaso vai me proteger enquanto eu andar...
Devia ter complicado menos, trabalhado menos
Ter visto o sol se pôr
Devia ter me importado menos com problemas pequenos
Ter morrido de amor...
Queria ter aceitado a vida como ela é
A cada um cabe alegrias e a tristeza que vier...
O acaso vai me proteger enquanto eu andar distraído
O acaso vai me proteger enquanto eu andar...(2x)
Devia ter complicado menos, trabalhado menos
Ter visto o sol se pôr...
"Epitáfio" é aquela inscrição que muita gente manda grafar nas lápides dos túmulos nos cemitérios. No comum, nós estamos sempre arrependidos no final da vida, querendo "recomeçar", querendo passar a borracha nos errados da vida e recomeçar lá do princípio... com toda a experiência já acumulada na existência toda.
O problema é que, até o momento livre da escolha havia a ignorância por não termos ainda aquela experiência e, depois dela, há a responsabilidade por termos escolhido. Antes, tem a ignorância que precisamos superar; na hora tem a liberdade para escolher mas, irrecorrivelmente, depois, tem a responsabilidade.
Não é por outra razão que a sabedoria pediu emprestada a mão do Chico Xavier para escrever: - "Ninguém pode voltar no tempo para começar de novo. Mas pode recomeçar e escrever um novo fim".
Se é assim, cantantes di mi cuore, vamo nessa!
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