CANTANTES

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Gente que canta

segunda-feira, 25 de outubro de 2010




Mais Coral Maria Dolores
Cesar, Lázaro, Rafael, Andreza, Ray, Clarice, Eleide, Roseli,Jéssica, Henriete e Jeane
Coral Maria Dolores

domingo, 24 de outubro de 2010

Dia de Caldo Beneficente no CEIJAC

Dia de Caldo Beneficente!

domingo, 26 de setembro de 2010

Música Espírita e Gospel - Silvio Sodré


O compositor, guitarrista e cantor Silvio Sodré nasceu em um ambiente familiar musical. Desde criança, participando de pequenas serestas em sua casa, onde seu pai tocava violão e sua mãe cantava, Silvio desenvolveu cedo seu interesse pela música.

Aos 14 anos, aprendeu a tocar guitarra com seu irmão Sérgio Pacheco e menos de um ano depois ganhou seu primeiro prêmio como melhor instrumentista do Festival de Música do Colégio Metropolitano no Rio de Janeiro. Participou ainda de vários outros festivais de músicas e de bandas e em quase todos obteve uma das três primeiras colocações.

Silvio montou sua primeira banda (um cover dos Beatles) em 1984, época em que havia pouquíssimos conjuntos musicais em atividade. Aos 15 anos, surgiram as primeiras composições em parceria com o irmão Sérgio; tais canções eram registradas em gravações caseiras das quais também participava seu outro irmão Sidney. Em 1986, buscou o virtuosismo na guitarra ao criar uma das primeiras bandas cover do grupo canadense Rush.

De 1987 a 1992, como integrante do grupo de instrumentistas da Universidade Gama Filho, Silvio amadureceu seu gosto musical e tornou-se eclético. Aprendeu a tocar diversos estilos musicais e isso se refletiu nas composições e nos arranjos que criava. Foi convidado a participar de vários trabalhos como guitarrista e arranjador (principalmente de harmonia vocal). Chegou a trabalhar ao mesmo tempo em seis projetos distintos: Ricardo Machado (seresta), Média 44 (Jovem Guarda), Grupo Gaúcho (tradicionalista), Nova Estação (MPB), Banda Cristal (rock/pop), além do grupo da UGF. Nessa época, formou-se na escola de música Musiarte em Copacabana.

A partir de 1993, começou se dedicar exclusivamente à Banda Oribhé, um grupo de axé music do Rio de Janeiro, bem no auge do sucesso desse estilo. Apresentou-se em diversas casas de espetáculos, programas de TV, teatros, boates, clubes, hotéis, etc. Com o esgotamento do samba reggae, os shows foram rareando e, em 1998, deixou o grupo.

No início de 2002, Silvio Sodré começou a gravar um CD com algumas das mais de 40 músicas suas feitas em parceria com seu irmão Sérgio Pacheco. Na segunda metade de 2002, o projeto sofreu uma paralisação, pois Silvio mudou-se do Rio de Janeiro para a pequena e bucólica cidade de Lambari - MG, onde montou uma banda de rock/pop chamada Zona X. Em meados de 2003, Silvio retomou e finalizou o projeto, que contou com novas composições e com a participação de músicos da cidade mineira. O primeiro CD chama-se \"Expressões Digitais\", nome da dupla que fazia com Sérgio em 1985.

Atualmente, Silvio mora em Brasília (assim como seu irmão Sérgio) e recentemente lançou dois CDs: um de MPB, de nome \"Andarilho\", em novembro de 2009 e o seu primeiro CD espírita, chamado \"Esperança\", em janeiro de 2010. No momento, Silvio está divulgando seu trabalho espírita sob a forma de apresentações artísticas e palestras musicadas.

sábado, 4 de setembro de 2010

Epitáfio

A composição musical "Epitáfio", de autoria de Sergio Britto com os Titãs diz:

Devia ter amado mais, ter chorado mais
Ter visto o sol nascer
Devia ter arriscado mais e até errado mais
Ter feito o que eu queria fazer...

Queria ter aceitado as pessoas como elas são
Cada um sabe alegria e a dor que traz no coração...

O acaso vai me proteger enquanto eu andar distraído
O acaso vai me proteger enquanto eu andar...

Devia ter complicado menos, trabalhado menos
Ter visto o sol se pôr
Devia ter me importado menos com problemas pequenos
Ter morrido de amor...

Queria ter aceitado a vida como ela é
A cada um cabe alegrias e a tristeza que vier...

O acaso vai me proteger enquanto eu andar distraído
O acaso vai me proteger enquanto eu andar...(2x)

Devia ter complicado menos, trabalhado menos
Ter visto o sol se pôr...


"Epitáfio" é aquela inscrição que muita gente manda grafar nas lápides dos túmulos nos cemitérios. No comum, nós estamos sempre arrependidos no final da vida, querendo "recomeçar", querendo passar a borracha nos errados da vida e recomeçar lá do princípio... com toda a experiência já acumulada na existência toda.

O problema é que, até o momento livre da escolha havia a ignorância por não termos ainda aquela experiência e, depois dela, há a responsabilidade por termos escolhido. Antes, tem a ignorância que precisamos superar; na hora tem a liberdade para escolher mas, irrecorrivelmente, depois, tem a responsabilidade.

Não é por outra razão que a sabedoria pediu emprestada a mão do Chico Xavier para escrever: - "Ninguém pode voltar no tempo para começar de novo. Mas pode recomeçar e escrever um novo fim".


Se é assim, cantantes di mi cuore, vamo nessa!

Uma das obras mais importantes do Espiritismo, Nosso Lar, vai chegar as cinemas nesta sexta-feira (3) e o grande elenco se reuniu com a imprensa para conversar sobre o filme. Othon Bastos, Paulo Goulart, Ana Rosa eRenato Prieto falaram ao Virgula sobre seus personagens e a relação com a doutrina.

Psicografado pelo médium Chico Xavier, o livro que serviu de base para o filme mostra os primeiros anos do médico André Luiz após sua morte, numa "colônia espiritual", espécie de cidade onde se reúnem espíritos para aprender e trabalhar entre uma encarnação e outra. O romance levanta questões acerca do sentido do trabalho justo e dignificante e da Lei de Causa e Efeito a que todos os espíritos, segundo o Espiritismo, estariam submetidos.

Lançado como parte das homenagens ao centenário do medium (as outras foram Chico Xavier, O Filme, a novelaEscrito nas Estrelas e a minissérie A Cura). Nosso Lar ganhou uma superprodução para a telona. Para os efeitos especiais foi escalado Lev Kolobov (Fúria de Titãs,Watchmen - O Filme e Babel), para fotografia Ueli Steiger (10.000 A.C., O Dia Depois de Amanhã) e a trilha sonora ficou ao cargo do mestre Phillip Glass (As Horase Invasões Bárbaras).

Completam o elenco ainda Fernando Alves Pinto,Rosanne Mulholland, Inez Viana, Rodrigo dos Santose Werner Schünemann, que trabalha atualmente na novela Passione, da Rede Globo.

(Transcrito do:http://virgula.uol.com.br/

quarta-feira, 28 de julho de 2010

A MÚSICA NO ESPAÇO

Publicado por Marcio-geec em 02/8/2006 (377 leituras)
Léon Denis


“Como conclusão ao que expus a respeito da arte musical no espaço, vou tentar fazê-los compreender as sensações harmônicas experimentadas pelo espírito nas esferas onde vivemos. Em nossa última conversa falamos das correntes provocadas por seres angélicos. Resta-nos falar dos “trens de ondas” (expressão retirada do cérebro do médium, que possui algum conhecimento sobre telegrafia sem fio). Tomaremos, portanto, como termo de comparação, esse telégrafo sem fio que lhes dá uma primeira idéia desses trens de ondas harmônicas dos quais lhes falarei.

“Recentemente vocês me interrogavam a respeito da música das esferas. Eis sua explicação: forças dirigidas por vontades superiores produzem uma corrente fluídica cuja potência vibratória é considerável mas uniforme. Essas ondas vão percorrer um espaço imenso e impressionarão espíritos menos evoluídos do que aqueles que podem abordar as esferas musicais das quais lhes falamos; esses espíritos, menos evoluídos, possuem ao menos por seu perispírito a faculdade de sentir certas ondulações. Tocando esses seres, que são em grande número, as ondas, segundo sua velocidade, produzem uma vibração que se traduz sobre todos os espíritos por uma repentina iluminação. Qualquer espírito que encontre essa corrente no espaço sentirá seu perispírito colorir-se de tonalidade mais viva segundo a intensidade da corrente emitida, e através dela, sentirá uma satisfação adequada à coloração.

Como em geral esses trens ou correntes de ondas são provocados por sentimentos que emanam de seres quase angélicos ou divinos, vocês podem conceber que se pode compará-los a banhos de azul celeste apagando, tanto quanto possível, as paixões, que são ainda um resquício de matéria. Se a vontade do espírito que os percebe é suficiente, ele pode com eles se beneficiar amplamente, pois essas ondas constituem uma espécie de transmissão que pode auxiliar em sua elevação, uma vez que elas emanam das regiões divinas.

“Essas correntes giram com freqüência em torno dos mundos e purificam sua atmosfera. Quando partem de um ponto diferente, essas correntes se revestem de cores distintas que podem se confundir e determinar uma dupla sensação. Assim se explica o que lhes disseram certos espíritos, que falam que no espaço “ouvem-se liras vibrando”.

“Em geral a tonalidade permanece a mesma, sendo a palavra tonalidade tomada no sentido de cor. Para nós a cor exprime as sensações colhidas pelo pensamento. Porém muitos seres permanecem insensíveis a essas correntes devido a sua pouca evolução. Alguns há que preferem as sensações produzidas por antigas paixões carnais, e as procuram; outros, impressionados por essas correntes, pedem através da prece para penetrar em esferas onde o êxtase é mais habitual.

“Vocês sabem que no espaço os planos são diversos, porém Deus permitiu que todos os seres tivessem consciência de seus bons atos. Os prazeres experimentados não se comparam aos que vocês poderiam experimentar olhando um belo quadro ou ouvindo um trecho de música: as sensações são muito mais completas e não são absolutamente mecânicas como as de vocês. A música terrestre é resultante de choques mais ou menos violentos sobre um metal, ou da passagem de ar numa substância sonora, enquanto que a música do espaço traduz-se através de sensações cuja gama sobrepõe-se de graus coloridos! Cada cor, cada feixe colorido, tocando o perispírito, transmite-lhe impressões mais elevadas, ou menos, e puras segundo a natureza elevada do espírito que as recebe e segundo a intensidade das ondas fluídicas.

“A música terrestre não é, portanto, comparável à música do espaço. A primeira dá uma satisfação da qual sua sensibilidade nervosa tira proveito; a segunda, que é de essência divina, dá alegrias morais, sensações de bem-estar, êxtases tão profundos quanto mais puro seja o próprio receptáculo, isto é, o ser privado de envoltório carnal.”

Massenet

Comentário final
O estudo do espiritismo em suas relações com a arte encerra os mais amplos problemas do pensamento e da vida. Ele nos mostra a ascensão do ser na escala das existências e dos mundos em direção a uma concepção sempre mais ampla e mais precisa das regras de harmonia e de beleza, de acordo com as quais todas as coisas são estabelecidas no universo.

Nessa magnífica ascensão, a inteligência cresce pouco a pouco; os germes do bem e do belo nela depositados desenvolvem-se, ao mesmo tempo em que se amplia sua compreensão da lei da eterna beleza.

A alma chega a executar sua melodia pessoal sobre as mil oitavas do imenso teclado do universo; ela é invadida pela harmonia sublime que sintetiza a ação de viver e a interpreta de acordo com seu próprio talento, prova cada vez mais as felicidades que a posse do belo e do verdadeiro proporciona, felicidades que os verdadeiros artistas podem entrever desde este mundo. Assim, o caminho da vida celeste é aberto a todos, e todos podem percorrê-lo através de seus esforços e de seus méritos, chegando à posse desses bens imperecíveis que a bondade de Deus nos reserva.

A lei soberana, o objetivo supremo do universo é, portanto, o belo.

Todos os problemas do ser e do destino resumem-se em poucas palavras.

Cada vida deve ser a construção, a realização do belo, o cumprimento da lei.

O ser que chega a uma concepção elevada dessa lei, e de suas aplicações, deve auxiliar todos aqueles que, abaixo dele, transpõem a grandiosa escala das ascensões.

Por seu lado, os seres inferiores devem trabalhar a fim de assegurar a vida material e em seguida tornar possível a liberdade de espírito necessária aos pensadores e aos pesquisadores. Assim afirma-se a imensa solidariedade dos seres, unidos em uma ação comum.

Toda ascensão da vida à perfeição eterna, todo esplendor das leis universais, resumem-se em três palavras: Beleza, sabedoria e Amor!


(do capítulo 6 do livro O espiritismo na arte)

terça-feira, 6 de julho de 2010

MÚSICA E ESPIRITUALIDADE


"A música é um sentimento nobre que eleva o ser
aos céus de suas próprias emoções"

A palavra música vem do grego "mousiqê", que significa "arte das musas". Englobava a poesia, a dança, o canto, a declamação e a matemática.

A música sempre esteve presente nos sons harmoniosos pelo Universo, que, através de seus co-criadores, emocionavam pelo encantamento e profundidade dos timbres e tons através dos tempos.

O monge Hucbalbo, autor do tratado De Harmônica Institutione, estabeleceu a pauta de quatro linhas. Começava-se então a inventar formas de notação musical. Em seguida, o italiano Guido D’Aresso atribuiu às notas seus nomes, tirados das sílabas iniciais de um hino a São João Batista: UT queant laxis (no século XVII o UT passou a ser DO, em homenagem a João Batista Doni), REssomare fibris, MIra gestorum, FAmuli tuorum, SOLve polluti, LAbii reatum e Sancte Ioannes. Daí o surgimento da escala musical conhecida até hoje no Ocidente: do, re, mi, fa, sol, la e si.

O médium e a música

A arte nos aproxima dos encantos que colorem e perfumam os jardins da compreensão. Precisamos perceber o quanto é importante a música elevada em nossos corações. Através dos ventos da melodia, somos direcionados para esferas cada vez mais altas que se somam pela harmonia, que nos inspira a harmonia de novos sentimentos, de novos pensamentos, de ações cada vez mais corretas, ao ritmo que mantém em ordem o tempo do caminhar durante séculos em busca do homem novo que existe em cada um de nós e que vive em sorrisos, esperando-nos por este encontro de paz em paz.

No livro O Consolador, Emmanuel relata que o artista verdadeiro é sempre o médium das belezas eternas e o seu trabalho, em todos os tempos, foi tanger as cordas mais vibráveis do sentimento humano, alçando-o da Terra para o infinito e abrindo, em todos os caminhos, a ânsia dos corações para Deus nas suas manifestações supremas de beleza, de sabedoria, de paz e de amor.

Em O Espiritismo na Arte, de Léon Denis, podemos perceber o elo existente entre a música e a mediunidade: "Os grandes músicos terrestres podem, como os outros artistas, receber a inspiração, seja do espaço, seja como resultante de trabalhos anteriores. Trata-se exatamente do mesmo fenômeno que se produz com os outros artistas".

A música é uma impressão especial que invade todo o nosso ser fluídico, mergulha-o no êxtase e na beatitude, fazendo com que ele experimente sensações de júbilo, de quietude, de alegria etc. Já no capítulo "A Música Terrestre", Léon Denis diz: "O canto e a música, em sua íntima união, podem produzir a mais alta impressão. Quando ela é sustentada por nobres palavras, a harmonia musical pode elevar as almas às regiões celestes. É o que se realiza com a música religiosa, com o canto sacro".

Com tais afirmações tem-se a possibilidade de compreender a importância dos grupos, corais e músicos solistas espíritas que contribuem através do canto, da canção elevada, buscando entre as criaturas a divulgação das verdades do Evangelho segundo o Espiritismo. São músicas que nos fazem refletir e, por que não dizer, canções que elucidam os espíritos sobre os vários temas já abordados tantas vezes pela oratória e pela literatura.

A música nos aparece como mais uma opção de luz para a compreensão das questões evolutivas do ser, através da harmonização interna e externa que se movimenta, dando condições para abrirmos campo tanto para receber como para o momento divino da doação. Podemos assim perceber a importância da música não só na doutrina espírita, como também, a importância em outros segmentos e desses valiosos trabalhadores que atuam com muito amor dentro das doutrinas espiritualistas.

A música já foi comprovada cientificamente como fonte de cura mental, corporal e espiritual, estendendo-se para vários pontos do mundo, onde é conhecida como "musicoterapia". Técnicas como Nível Aumentativo, Nível Intensivo, Nível Auxiliar, entre outras, são de suma importância para o reequilíbrio da criatura (se a mesma fizer sua parte para tal equilíbrio).

Hoje já existem muitas obras importantes onde podemos buscar o estudo detalhado, que abordam este assunto de maneira clara e objetiva, obtendo assim, mais informações sobre os demais processos e estudos destas técnicas. Um exemplo é o livro Definindo Musicoterapia, de Kenneth E. Bruscia.

Música é sentimento!

A música se apresenta como um sublime sentimento que muitos ainda não buscaram ter ouvidos para ouvir, olhos para ver e mãos para tocar, como quem toca as estrelas no céu. Devemos compreender que as canções da vida, na voz da natureza, ecoam em nós a cada instante, através da sinfonia dos ventos, do canto dos pássaros, do findar e recomeçar das ondas, do canto da chuva composto e regido pelo único maestro do Universo.

Cantemos e encantemos nossos mundos, unindo-os num só mundo, num só coração, onde ecoa o canto da paz por toda parte.

ATENÇÃO






segunda-feira, 28 de junho de 2010

PERANTE OS AMIGOS




O amigo é uma bênção que nos cabe cultivar no clima da gratidão.
Quem diz que ama e não procura compreender e nem auxiliar, nem amparar e nem
servir, não saiu de si mesmo ao encontro do amor em alguém.
A amizade verdadeira não é cega, mas se enxerga defeitos nos corações amigos,
sabe amá-los e entendê-los mesmo assim.
Teremos vencido o egoísmo em nós quando nos decidirmos a ajudar aos entes
amados a realizarem a felicidade própria, tal qual entendem eles, deva ser a felicidade que
procuram, sem cogitar de nossa própria felicidade.
Em geral, pensamos que os nossos amigos pensam como pensamos, no entanto,
precisamos reconhecer que os pensamentos deles são criações originais deles próprios.
A ventura real da amizade é o bem dos entes queridos.
Assim como espero que os amigos me aceitem como sou, devo, de minha parte,
aceitá-los como são.
Toda vez que buscamos desacreditar esse ou aquele amigo, depois de havermos
trocado convivência e intimidade, estaremos desmoralizando a nós mesmos.
Em qualquer dificuldade com as relações afetivas é preciso lembrar que toda
criatura humana é um ser inteligente em transformação incessante, e, por vezes, a mudança
das pessoas que amamos não se verifica na direção de nossas próprias escolhas.
Quanto mais amizade você der, mais amizade receberá.
Se Jesus nos recomendou amar os inimigos, imaginemos com que imenso amor nos
compete amar aqueles que nos oferecem o coração.

Caldo Fraterno







Nosso caldo já atravessa décadas.
Começou sendo oferecido aqui no tempo do "Jacozinho de Madeira" - barraco onde as nossas atividades começaram. Depois, foi oferecido lá na Rodoviária. Alí, no lado de fora, o tacho que era preparado no Centro Espírita, era levado cuidadosamente numa Kombi para a distribuição juntamente com a palestrinha e os panfletos.
Renato Ribeiro, João Gaspar, Luis Marques e outros trabalhadores de nossa casa falaram-nos deste caldo na Rodoviária que chegou, agregou o povo e foi, gradativamente, trazido para nosso Centro Espírita onde assumiu dimensões maiores no trabalho de cunho assistencial e espiritual.
O Centro Espírita é lugar onde a história é construída pelas ações terrenas, misturada com as ações que a espiritualidade desenvolve aqui segundo o desígnio do Mestre.
O Caldo Fraterno, que reeditaremos sábado próximo, dia 03 de julho, é uma destas coisas que possuem estes dois aspectos.

sexta-feira, 25 de junho de 2010

"ESFORÇA-TE"


Meu irmão, nunca procures,
Com os mensageiros do Além,
Outra coisa que não seja
A luz, a verdade, o bem.

Estudos? Dificuldades?
Problemas sem solução?
É possível que os resolvas
Com a tua própria atenção.

Negócios e compromissos
Da vida material?
A consciência é o roteiro
Da vida de cada qual.

Vai aprender. Vai lutar,
Alegra-te em tua cruz.
Apoiado em força estranha
Ninguém se eleva a Jesus.




pelo Espírito Casimiro Cunha - do Livro: Cartas do Evangelho, Médium: Francisco Cândido Xavier

segunda-feira, 21 de junho de 2010

Indo para Ariquemes


O belo e bem cuidado jardim do Centro Espírita Alan Kardec - de Ariquemes.











Cesar Sâmia
Jaime Marlene
Edna Roseli
Américo Conceição
Lázaro (invisível) Clarice
Cintya









Sâmia, Pedro, Roseli, Edna, Cintya, Lázaro e Conceição no alpendre do Lar de Idosos - obra social do Centro Alan Kardec.

A música faz bem à saúde?


MARTA ANTUNES MOURA

A ciência responde à pergunta de forma afirmativa.

Trata-se, obviamente, de músicas selecionadas, capazes de movimentar energias inimagináveis, favorecedoras da harmonia física e psíquica. Nesta situação, a pessoa se sente mais equilibrada quando escuta, por exemplo, o Cravo bem temperado, de Bach, A Flauta Mágica, de Mozart, A Nona Sinfonia de Beethoven, ou a Sagração da Primavera, de Igor Stravinski, cujas vibrações elevadas possuem “[...] infinitos encantos para os Espíritos [...]”.1

Os efeitos da música sobre a saúde são conhecidos desde a Antigüidade. Em papiros egípcios, escritos há mais de 2.500 anos a.C., existem relatos de prescrições médicas que recomendavam a música como meio de favorecer a fertilidade feminina. Os egípcios associavam a música aos processos de cura, à indução hipnótica e aos estados de transe. A música para Platão (428-347 a.C.) é “o remédio da alma”. Shakespeare (1564-1616), famoso dramaturgo e escritor inglês, aconselhava na abertura da sua peça Noite de Reis: “Se a música é o alimento do amor, continuem tocando”. Goethe (1749-1832) só escrevia sob a audição de sinfonias, as quais, no seu entender, representam “a fonte do pensamento e do sentimento puros”.

Nos dias atuais, existem cientistas que analisam metodicamente o cérebro humano, procurando entender os benefícios que certos, acordes musicais produzem na manutenção ou na recuperação da saúde. A Doutrina Espírita esclarece, porém, que os benefícios (ou malefícios) da música ocorrem em nível do Espírito e não do corpo físico: “[...] A alma é apta a perceber a harmonia [musical], excluído todo o concurso de instrumentação, como é apta a ver a luz sem o concurso de combinações materiais. A luz é um sentido íntimo que a alma possui: quanto mais desenvolvido ele, tanto melhor percebe ela a luz. A harmonia é igualmente um sentido íntimo da alma, que a percebe em relação com o desenvolvimento desse sentido. [...]”2

A utilização da música como instrumento terapêutico é prática relativamente recente. Ocorreu pela primeira vez nos Estados Unidos, logo após a Segunda Guerra Mundial, quando um grupo de psiquiatras constatou o poder calmante que algumas músicas exerciam em neuróticos e psicóticos de guerra. Nascia, dessa forma, a musicoterapia, uma ciência paramédica que utiliza a música e seus elementos constituintes (ritmo, melodia, harmonia, movimentos, etc.) com objetivos terapêuticos. O professor Hermann Rauhe, da Universidade de Hamburgo, estudioso do assunto, pede prudência no uso da terapia musical, afirmando a existência de pesquisas científicas que apontam para o efeito nocivo de certas músicas: “O despejar contínuo de certas estruturas musicais duras, como o acid rock, durante horas de lazer não é apenas capaz de nos fazer adoecer, como também pode ser a causa de certos tipos de conhecimento serem totalmente apagados do nosso cérebro. Podem provocar enfartos cardíacos e até arteriosclerose”. A Doutrina Espírita justifica esta assertiva, informando que “ [...] nos graus inferiores, essas harmonias são elementares e grosseiras [...]”.3 O Espírito Lamennais, em mensagem mediúnica, também esclarece que “[...] a música vulgar faz vibrar os nervos, nada mais [...]”.4 A musicoterapia é uma profissão de natureza multidisciplinar, constituída por profissionais – psicólogos, fisioterapeutas, fonoaudiólogos, enfermeiros, educadores, etc. – que atuam em conjunto com os médicos. Os musicoterapeutas lidam com uma gama variada de enfermos, desde os que apresentam dificuldades motoras e emocionais leves aos portadores de patologias graves (autismo, doenças mentais, cânceres) ou de lesões cerebrais degenerativas (mal de Alzheimer e paralisia cerebral).

A profissão se firmou com os trabalhos realizados na Universidade da Califórnia, na década de 90. Pesquisadores desta instituição desenvolveram um interessante estudo sobre os benefícios da música clássica e erudita no organismo humano.

Esta pesquisa, conhecida como “o efeito Mozart”, submeteu voluntários à audição de músicas de Mozart, durante dez minutos por dia. Os resultados foram surpreendentes, destacando benefícios na saúde dos doentes e melhoria do desenvolvimento cognitivo. “O efeito Mozart”, termo cunhado por Alfred A. Tomatis, causou algumas controvérsias no universo científico da época porque nem todos os pesquisadores conseguiram reproduzir a pesquisa. No entanto, entre 1993 e 1997, o neurobiólogo americano Gordon Shaw desenvolveu método de pesquisa específico em que associou o computador a aparelhagem médica sofisticada. Testou o efeito das músicas de Mozart no cérebro humano e analisou, em seguida, o tipo de estímulo produzido no organismo humano. Para efeito de consistência científica, Shaw e equipe utilizaram apenas uma peça musical de Mozart, a Sonata para dois pianos em ré maior (K448).

Estes cientistas conseguiram mapear áreas do cérebro, ativadas pela música do compositor austríaco, com o auxílio de aparelhos de ressonância magnética e processos lógicos de computação eletrônica. Perceberam, então, que a música, além de estimular o córtex auditivo – local de processamento dos sons no cérebro –, também atuava nas texturas cerebrais associadas à emoção. “Com Mozart, o córtex inteiro se acende”, afirmou, na ocasião, Mark Bodner, um dos pesquisadores da equipe de Shaw. Posteriormente, foi verificado que somente as músicas de Mozart, entre outras músicas usadas como controle na pesquisa, ativavam áreas do cérebro envolvidas na coordenação motora, visão e outros processos mais sofisticados do pensamento. Este trabalho se revelou como de grande valia científica, não somente por caracterizar o “efeito Mozart”, objeto da pesquisa, mas por abrir espaço a novas pesquisas.

As investigações científicas recentes indicam que a música, usada como terapia, tem capacidade de melhorar a qualidade de vida das pessoas, por favorecer o sono e a concentração mental; a memória e aprendizagem; a intuição e a criatividade.Reduz o estresse, fortalece a vitalidade, a imunidade e o sistema nervoso. Certos gêneros musicais apresentam resultados altamente favoráveis à recuperação da saúde do enfermo, quais sejam: a) composições musicais de Mozart; b) músicas barrocas – gênero musical existente nos séculos XVI e XVII; c) Cantatas de Johann Sebastian Bach (1685-1750) e as Oratórias (óperas sacras) de George Friedrich Händel (1685-1759); d) músicas pré-românticas – músicas eruditas que marcaram o período de transição entre o classicismo e o romântico; e) algumas partituras do compositor alemão Ludwig van Beethoven (1770-1827) e outras do austríaco Franz Peter Schubert (1797-1828). A literatura espírita nos oferece vastas informações sobre a música, como apoio terapêutico ou entretenimento. Somente na obra Nosso Lar, encontramos treze referências sobre o assunto, que tratam, entre outros, da audição e percepção musicais; do trabalho dos músicos; dos diferentes tipos de instrumentos musicais; das músicas celestiais; dos “orientadores da Harmonia” que atendem os habitantes da Colônia; dos “embaixadores da Harmonia”, cujos acordes musicais são escutados apenas pelos que têm desenvolvida a audição espiritual; do “Campo da Música” – espaço cultural da Colônia dedicado à música; das clarinadas musicais de ocorrência comum na Colônia; dos aspectos intrigantes sobre os corais e coros; dos hinos para festejar eventos e, como não poderia deixar de ser, relatos sobre a musicoterapia. A propósito, na fase de recuperação dos sofrimentos vividos no Umbral,André Luiz foi especialmente beneficiado com o poder curativo da música em diferentes oportunidades, provocando-lhe renovação de suas energias espirituais.5, 6

Artigo do: Reformador • Junho 2006